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Enquanto os festivaleiros “sénior” dormem e recuperam da noite anterior, um submundo de concertos, performances e workshops direcionados para o público infantil decorrem durante as manhãs do festival. Para nos presentear com algumas memórias mais matutinas do Tremor, André Menezes Melo (membro dos Dú-Dé-DU, fundador da Musiquim, diretor de produção do Estúdio 13, ator, encenador e, mais importante do que tudo isto, veterano na doutrinação da importância da Arte na Infância) emprega os louros de ter participado no primeiro Mini-Tremor da história do festival (2016):
«Penso que na altura o desafio de se fazer o primeiro Mini-Tremor veio do António Pedro Lopes e, principalmente, do Kitas, até porque o Kitas tinha acabado de ter sido pai e começou a perceber a importância de fazer coisas para os mais novos. Nós, com os Du-Dé-Du, ainda nem tínhamos editado o primeiro CD mas aceitámos dar este primeiro concerto no meio da Praça Central do Centro Comercial Sol Mar. O nosso “camarim” era na antiga loja de animais do centro comercial e saímos por detrás de umas escadas como se fossemos umas criaturas especiais. Havia famílias por lá que claramente nem sabiam o que ia acontecer. Houve miúdos a invadir o palco, miúdos a tentar arrancar cenário. Mas, o que nós fizemos (e acontece sempre todos os anos) foi incorporar isso no espectáculo e tornar algo interativo. Fazer espetáculos para famílias é saber jogar com a imprevisibilidade. Mas foi maravilhoso porque deve ter sido o primeiro concerto de muitas crianças. Até porque na plateia tinha crianças mesmo muito pequeninas. E a prova de que funcionou, é que no Mini-Tremor do ano a seguir, com o Impromptu (2017), já tínhamos uma “legião de fãs” à nossa espera na Igreja do Colégio.»