Back
Back
Entre os dias 12 e 17 de outubro de 2025, a ilha Terceira acolhe o Terra Incógnita, projeto que regressa para uma nova etapa de residências artísticas dedicadas à criação sonora e performativa em diálogo com o território natural. Durante este período, os artistas Antonella Barletta e Samuel Martins Coelho estarão em residência na ilha, explorando a paisagem e as suas múltiplas dimensões sensoriais.
No dia 15 de outubro, pelas 18:15, realiza-se uma conversa com os artistas na Livraria Lar Doce Livro, um momento aberto ao público para partilhar processos, ideias e experiências. A apresentação final, resultante da residência, terá lugar a 17 de outubro de 2025, às 9:00, num local natural da ilha. A participação na atividade é livre, sendo necessário registo para a apresentação final, através deste formulário.
Antonella Barletta, pianista e compositora natural de Bari (Itália), tem desenvolvido uma sólida carreira como intérprete, professora e criadora. Formada pelo Conservatório “Niccolò Piccinni”, destaca-se pela versatilidade do seu percurso, que cruza a música clássica, o jazz e a exploração de sonoridades tradicionais açorianas. É pianista residente da Orquestra Angra Jazz e fundadora do Wave Jazz Ensemble, com o qual lançou o álbum “Perspectivas” (2022). Integra também o grupo feminino Línguas de Fogo, tendo participado no projeto “Celebrar Natália” (2024).
Samuel Martins Coelho é violinista e multi-instrumentista, reconhecido pela sua abordagem experimental e interdisciplinar à criação musical. Com formação clássica, o seu trabalho expande-se entre a música erudita, a eletrónica e a improvisação. Colabora em múltiplos projetos — como I ERROR, Space Ensemble e ondamarela — e tem assinado bandas sonoras para cinema, teatro e dança. Em 2025 foi nomeado para os Prémios Sophia pela banda sonora original de “O Pior Homem de Londres”. A sua obra combina rigor técnico e inovação estética, explorando a fronteira entre o som, o espaço e a emoção.
O projeto Terra Incógnita propõe novas formas de experienciar e reinterpretar o território natural açoriano. O projeto cruza criação artística, exploração ambiental e reflexão sobre a relação entre ser humano e natureza. Através de residências, apresentações e conversas abertas, promove a escuta atenta da paisagem e incentiva o diálogo entre arte, ecologia e comunidade. Esta edição na Terceira dá continuidade ao percurso iniciado em São Miguel, afirmando-se como um espaço de encontro, experimentação e descoberta.
Mais informações sobre o projeto em https://terraincognitapdl.com.