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Na sua segunda edição, a convocatória aberta Faísca, que chama novas vozes da música feita nos Açores ao festival Tremor, recebeu um total de 36 propostas oriundas de seis ilhas dos Açores - Santa Maria, São Miguel, Terceira, Pico, São Jorge e Flores.
As propostas contemplaram vários géneros musicais - pop, new age, hip hop, metal, rock, hard-rock, música tradicional, techno, drum n' bass, indie-rock, house entre outros -, bandas, artistas solo, coletivos, djs e projetos multidisciplinares o que revelou uma vez mais a prova da vitalidade e diversidade do sector criativo do Arquipélago.
Em ano de celebração dos 50 anos da autonomia, depois de um processo de avaliação e ponderação, a equipa de programação privilegiou a originalidade e pertinência das propostas, a diversidade proveniente de várias ilhas do arquipélago, a adequação aos espaços de apresentação e ao contexto proporcionado pelo festival.
Foram selecionadas para apresentação no Tremor 2026 quatro propostas, o dobro da edição anterior. Apresentam-se na próxima edição do festival: o metal vulcânico dos Buried by Lava, um quarteto pesado do Nordeste, da ilha de São Miguel; a reinvenção da viola da terra do duo Engengroaldenga, da Ilha de Santa Maria; o DJing contagiante e atravessado de Eletrónica, Tech House, Latino Mix, Guaracha, HyperPop e AltFunk de ASCA, da Ilha das Flores; NTK, o alter-ego rap aguerrido do músico Diogo Teixeira, da Ilha de São Jorge.
A equipa de programação do Tremor agradece o envio da proposta e aplaude a diversidade e a vibração que encontrou no universo musical do arquipélago e as várias cenas e comunidades criativas que origina. A não seleção nesta convocatória não é um fim em si mesmo, deixamos pois a declaração de interesse de continuar a acompanhar os trabalhos de artistas, djs, bandas e coletivos, e o compromisso de criar novas oportunidades.
A Faísca permite ao festival Tremor anualmente mapear, conhecer e acompanhar as diferentes músicas feitas nos Açores, e expandir o rol de artistas que segue, apoia e apresenta. Nesta segunda edição, com a Faísca, reforçámos a visibilidade e demos mais espaços de apresentação à música criada nos Açores. Em futuras edições do festival, e em outros projetos criados pela Plutão Camaleão, a Faísca ajuda-nos a pensar potenciais novos setores programáticos, bem como a imaginar novas soluções que dêem resposta às necessidades do sector.