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Não se sabe ao certo como e quando começou esta tradição, Mas sabe-se que começou na Horta, Faial. Podemos imaginar que, um dia, um tripulante de um veleiro ancorado naquela marina decidiu que devia deixar uma lembrança pintada no paredão da doca. A primeira pintura foi seguida por outras, ocupando hoje toda a extensão da parede. O que era uma superfície irregular e escura é agora um colorido de desenhos e palavras lembrando as muitas embarcações que têm ancorado ali.
Esta tradição espalhou-se pelos portos das restantes ilhas açorianas. Uma superstição começou a circular entre os locais, referindo que as embarcações que não deixavam um registo da sua presença sofreriam acidentes graves. Não entregando a sorte ao diabo, velejadores e timoneiros começaram a esboçar desenhos e palavras como referêncai às suas embarcações e a viagens, tendo sido assim criado um gigante mosaico de pinturas murais feitas, ao longo de décadas, pelas diversas tripulações, em vários portos do arquipélago.
Tendo como eixo de pensamento criativo o desenvolvimento de uma imagem única capaz de comunicar o festival e o seu território, a identidade visual do Tremor 2025 aproxima-se, uma vez mais, da cultura local propondo-se a reinterpretar O Mito das Pinturas nos Paredões dos Portos Açorianos. A partir de um convite à artista açoriana Sara Azad, o festival propõe um novo conjunto de símbolos, imagens e lembranças – elementos que metaforicamente representam viagens ao Tremor, em barcos imaginários, com tripulações fictícias, um diálogo entre o tradicional e o moderno, o normal e o estranho.